As Jornadas de Engenharia Química (JEQ) do Instituto Superior Técnico (IST) comemoram este ano a sua 30.ª edição. De 13 a 16 de março, será possível assistir, no Centro de Congressos, a palestras de entrada livre, não só para os alunos de Engenharia Química, mas para todos os interessados.

Beatriz Forte, coordenadora geral das JEQ 2017, explica que o objetivo é, sobretudo, aproximar os alunos de Engenharia Química do atual panorama do mercado através do contacto com profissionais de sucesso nos mais diversos setores da área. “As jornadas permitem-nos inteirarmos-nos do leque de opções que temos e do que está a acontecer lá fora [no estrangeiro].

As primeiras jornadas ocorreram em 1987, na altura com outra designação, desconhecida dos atuais alunos. Os coordenadores conhecem quem tenha assistido, mas infelizmente não há arquivos antigos. Com o progresso da tecnologia, foi sendo possível começar esses registos.

A iniciativa sem fins lucrativos é organizada todos os anos por alunos voluntários. Beatriz Forte e João Barras, ambos do 4.º ano de Engenharia Química, são os coordenadores gerais, responsáveis por assegurar o funcionamento de todos os departamentos, desde o Financeiro ao Logístico, da Comunicação às Temáticas.

A preparação começou logo no início de outubro de 2016. Entre as questões logísticas, o alinhamento do programa e a sua divulgação, é necessário arranjar patrocínios. “Tudo o que envolve as jornadas, envolve dinheiro”, afirma Beatriz Forte, esclarecendo que desde 2015 que a entrada nas palestras não é cobrada, pelo que é indispensável a contribuição de empresas ligadas à área da Engenharia Química.

Nesta edição, para além das palestras, realizar-se-à um encontro relâmpago com os oradores. Esse contacto costumava acontecer durante as pausas para café, quando os oradores estavam a comer ou a conversar com membros da organização. João Barras explica que, por isso, “faz sentido proporcionar um momento mais adequado” e, qualquer pessoa, independentemente de ser ou não do IST, pode participar.

Os oradores para a sessão de abertura são todos antigos organizadores das jornadas. No primeiro dia, o programa é dedicado a empresas portuguesas, como a Amorim, a CIN e a Galp. No dia seguinte, as jornadas contarão com a presença de engenheiros de empresas estrangeiras, com palestras exclusivamente em inglês. Beatriz Forte acredita que [alunos de] outras faculdades têm a ganhar em estar presentes”, pelo que foram enviados convites para os seus departamentos. “A FCT tem muitos cursos de Engenharia, de Biologia e de outras áreas da Química e gostávamos de os abranger”.

As jornadas incluem visitas de estudo e workshops no dia 14, no período da tarde, e no dia 15, mas apenas para aos alunos de Engenharia Química do Instituto Superior Técnico. Este ano espera-se ainda uma formação sobre expressão corporal, gastronomia molecular, apresentação às empresas e LinkedIn e Marketing Pessoal nas Redes Sociais. Beatriz revela que a própria organização realizou alguns dos contatos através do LinkedIn, que é “um currículo profissional em constante atualização”.

No dia 16, as jornadas encerram com duas palestras para o público geral. Das 9h ao meio dia, a empresa farmacêutica Hovione abordará o processo de investigação e desenvolvimento de um produto. A partir das 14h30, a Dow, Olbo&Mehler e a The Navigator Company estarão presentes para dar o seu testemunho como empresas inovadoras, sagrando assim o 30.º aniversário das jornadas mais antigas do Instituto Superior Técnico.

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